Hoje é dia da experiência.
Nossa Senhora das Candeias é sabida, dizem que se o céu dos seus olhos lhe chora, o finar do inverno já não demora.
A nós abelhêros diz coisa diferente, vamos à experiência das abelhas tirar a medida ao nosso gado; se andarem espertas no acareio dos pólens, regressando à malhada em dia sereno e bem calçadas, vamos ter novidade, fartura de gado e alças pesadas no final.
Já trazemos uma névoa na cabeça a crescer com os dias de tanto cismar em enxames e flores, andorinhas de asa negra a bailar no morno dia, frésias coloridas a anunciar os veros primores. A minha cabeça tem um ninho de passarinhos quando venho da experiência e ela saiu bem, mas hoje está fusco, o gadinho entanguido, tarde em que gotejam das estevas vagarosos pingos de gelo, é Inverno de verdade, não há engano nem promessa de bonança.
A minha melhor experiência é o lugar aonde me recebes e me acho, com todos os poros, toda a respiração da pele acesa sem descanso. É sempre experiência.
Nossa Senhora das Candeias é sabida, dizem que se o céu dos seus olhos lhe chora, o finar do inverno já não demora.
A nós abelhêros diz coisa diferente, vamos à experiência das abelhas tirar a medida ao nosso gado; se andarem espertas no acareio dos pólens, regressando à malhada em dia sereno e bem calçadas, vamos ter novidade, fartura de gado e alças pesadas no final.
Já trazemos uma névoa na cabeça a crescer com os dias de tanto cismar em enxames e flores, andorinhas de asa negra a bailar no morno dia, frésias coloridas a anunciar os veros primores. A minha cabeça tem um ninho de passarinhos quando venho da experiência e ela saiu bem, mas hoje está fusco, o gadinho entanguido, tarde em que gotejam das estevas vagarosos pingos de gelo, é Inverno de verdade, não há engano nem promessa de bonança.
A minha melhor experiência é o lugar aonde me recebes e me acho, com todos os poros, toda a respiração da pele acesa sem descanso. É sempre experiência.
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